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No emaranhado da rede

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No emaranhado da rede: gênero, sexualidade e mídia, desafios teóricos e metodológicos do presente

Larissa Pelúcio/Heloisa Pait/Thiago Sabatine
14x23cm, 272 páginas
Isbn: 978-85-391-0753-7

 

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Este é um livro que fala do presente, das relações contemporâneas marcadas pela intensificação dos usos das mídias digitais tanto nas nossas vidas cotidianas quanto no campo da produção científica. Algoritmos, bits, redes, web 2.0, sociabilidade on-line, são termos que atravessam as pesquisas reunidas aqui, nas quais a tecnicidade implicada nestas palavras encontra a subjetividade fluida das paixões constituídas por meio de aplicativos, na velocidade dos fluxos de informação que reterritorializam práticas e reconfiguram espaços urbanos, em formas absolutamente heterodoxas de se fazer política; em expressões de múltiplas identidades que evocam uma outra gramática para falar de si, produzindo conteúdo que pode ser replicado por teias de links, constituindo essa imensa rede na qual tecnologia e afetos se tramam, nos desafiando metodologicamente.

 

As flagrantes transformações provocadas no campo da cultura e da sociedade pelas tecnologias de informação e a maneira como passaram a constituir nossa forma de lidar com o mundo e mediar nossas relações foram chamando a atenção de cientistas sociais como Arturo Escobar que, em 1994, já vislumbrava que a ciência e a tecnologia da informação e comunicação haviam se tornado campos cruciais para a criação de cultura no mundo contemporâneo. Não há neutralidade na tecnologia. Tínhamos que levar isso a sério.

 

Estudar, através das ciências sociais, os efeitos dessas tecnologias em uma “sociedade em rede” tem sido, há pelo menos duas décadas, um desafio, não só pelo caráter cambiante da comunicação digital como pelas dificuldades que esta dinâmica imprime ao campo de investigação acadêmica. Mal desenvolvemos novas técnicas para coletar dados, passamos a dominar determinadas ferramentas, começamos a nos ambientar com certas plataformas e seus usos mudam, quando não é o próprio ambiente de pesquisa que desaparece ou perde centralidade.

 

Desafiam-nos também os conceitos. A Cyberia de Escobar e sua derivação em cibercultura são ainda termos suficientemente heurísticos? Sites, plataformas, aplicativos móveis criam ambientes, são espacialidades tangíveis?Os artigos desta coletânea não pretendem dar respostas definitivas às questões acima mas, certamente, trazem importantes reflexões para que as pessoas interessadas nesse universo vasto e desafiador possam, elas mesmas, ensaiarem as suas.

 

Os textos desse livro derivam de discussões profícuas ocorridas na forma de mesas-redondas que tiveram lugar na segunda edição do Seminário Internacional Gênero, Sexualidade e Mídia – desafios éticos e metodológicos do presente. As autoras e autores aqui reunidxs aceitaram as provocações do campo teórico-conceitual, deixaram-se afetar pelos desafios éticos e metodológicos que suas pesquisas impuseram e envolveram-se profundamente com a proposta desta coletânea, ora aportando novos conceitos, ora com ousadia metodológica. Todxs trazem ideias arejadas, elaboram novas questões, desenham à mão livre paisagens virtuais e, acima de tudo, propõem-se a torcer nosso olhar.

 

Larissa Pelúcio

Heloisa Pait

Thiago Sabatine

 

 
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