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Sustentabilidade - Segunda Edição

 

sustentabilidade_caminho_ou_utopia

Sustentabilidade : caminho ou utopia ?
Cíntia Maria Afonso
Formato : 14x21 cm, 106 páginas
ISBN: 978-85-391-0785-8

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Nove anos após a primeira edição deste livro faz-se necessário atualizar várias das informações apresentadas e analisadas.

Novas conferências internacionais foram realizadas, com a triste constatação de que ocorreram poucos avanços na direção do desenvolvimento sustentável. Também foram definidos os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” que propõem metas mundiais específicas para mensurar e monitorar os avanços sociais, a melhora nas condições de saúde e a ampliação das redes de infraestrutura.

As condições brasileiras também mudaram nestes últimos nove anos e foi necessário atualizar a análise dos vários indicadores apresentados na primeira edição deste livro. Os rendimentos financeiros das classes mais baixas melhoraram e as taxas de desocupação da população economicamente ativa diminuíram. No entanto, as condições de moradia permanecem insatisfatórias já que as favelas, concentradas nas principais regiões metropolitanas do país, continuam abrigando grande número de pessoas. A média de anos de estudo também teve acréscimos significativos, permanecendo importantes diferenças regionais no que se refere à taxa de alfabetização. A mortalidade infantil continuou a declinar mas a melhora no acesso aos serviços de saúde ainda deixa a desejar.

Ocorreram melhoras significativas nos índices de abastecimento de água, principalmente nas regiões norte e nordeste mas o esgotamento sanitário permanece problemático. As redes coletoras de esgotos foram ampliadas mas o tratamento dos esgotos e efluentes industriais ainda deixa a desejar em todas as regiões do Brasil e, consequentemente, a qualidade das águas superficiais não é boa na maior parte dos rios que atravessam grandes áreas urbanas ou cortam zonas industriais. A coleta de lixo urbano está próxima da universalização mas a destinação dos resíduos permanece inadequada. O uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos nas atividades agrícolas teve acréscimo significativo, principalmente nas regiões ocupadas pelo agronegócio.

Finalmente, o desmatamento da floresta amazônica continua preocupante apesar de não estar devidamente indicado nos dados estatísticos. A fiscalização por sensoriamento remoto, instrumento adotado para monitoramento do desmatamento na região, não permite identificar áreas submetidas ao corte seletivo de árvores de valor comercial que é atualmente a prática de desmatamento mais difundida na Amazônia.

A divulgação e análise de informações atualizadas é um instrumento importante e necessário para a efetiva manifestação de um novo modelo de desenvolvimento, mais justo e menos degradador. Assim, esta segunda edição se propõe a disponibilizar novas informações aos profissionais, estudantes, pesquisadores ou cidadãos interessados em conhecer melhor os problemas contemporâneos, de modo a contribuir, ainda que teoricamente, para as transformações tão necessárias à efetiva transição para o desenvolvimento sustentável.

 

Cíntia Afonso

 

 
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