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Mineração na América do Sul

 

 

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Mineração na América do Sul : neoextrativismo e lutas territoriais

Andréa Zhouri, Paola Bolados, Edna Castro

Formato: 16x23 cm, 382 páginas

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Grande parte dos trabalhos apresentados no seminário, e expostos neste livro, estão dedicados a compreender as relações entre a reprimarização da economia e os programas neodesenvolvimentistas globais que emergiram no novo século. As reflexões apontam para as incertezas políticas e socioambientais do modelo extrativista neoliberal que expandia seus discursos e práticas de sustentabilidade em um contexto de reconhecimento dos direitos diferenciados das populações indígenas, tradicionais e camponesas na década de 1990. Nesse processo, ergueram-se  as bases para novas apropriações territoriais, até mesmo via desastres socioambientais de envergadura na região, não raro com implicações no que diz respeito à desestabilização da ordem institucional aparentemente democrática vigente desde aquela década. Assistimos hoje a retomada de práticas de violência e de criminalização de ativistas e de pesquisadores que nos recordam os períodos mais duros das ditaduras na  América do Sul.

 

Com efeito, parte de nós estava longe de imaginar a intensidade da desintegração ética e política desencadeada pela construção de um novo imaginário desenvolvimentista relacionado a super exploração de nossos recursos naturais e bens comuns. Muitos acreditavam que tanto os avanços institucionais e jurídicos, como a nova “sociedade empoderada” em um sem número de organizações sociais e ambientais, alentadas ainda pelas políticas indígenas e ambientais dos anos 90, constituiriam um certo freio às políticas neoliberais impostas ao continente. Não obstante, o último período nos mostrou inúmeros exemplos de “más práticas” corporativas e da “languidez” das legislações ambientais em meio ao avanço das democracias liberais contemporâneas. Aqueles que aceditavam em conquistas alcançadas quanto à democratização e os direitos, ao final da década de 1990 e início da seguinte, testemunharam o fracasso da sustentabilidade como discurso e a impossibilidade do equilíbrio entre crescimento econômico e uma ecologia social e política real.

 

Da introdução de Andréa Zhouri, Paola Bolados e Edna Castro

 

 

 
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