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Morar e viver na luta
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Morar e viver na luta : movimentos de moradia, fabulação e política em São Paulo
Stella Zagatto Paterniani
Formato: 16x23 cm, 169 páginas
ISBN: 978-85-391-0764-0

 

Em 2007, um imóvel ocioso no bairro da Luz, em São Paulo, é ocupado: nasce a ocupação Mauá. Quase cinco anos depois, os moradores recebem uma ordem de despejo. Sua reação é lutar para que as famílias sejam inseridas em programas de política pública habitacional e permaneçam morando no mesmo local. Especialmente nesse contexto, emergem processos de construção de uma coletividade que contempla a diferença a partir de relações entre os moradores da ocupação, o poder público e o proprietário do prédio ocupado.
Este livro é uma etnografia de uma experiência, em três níveis: da ocupação; da autora; da escrita. Stella Paterniani mostra que a ocupação Mauá não se esgota na sua arquitetura e, sim, contém potencialidades e outras coletividades. Na investigação de como vão se tecendo os múltiplos sentidos da coletividade, Stella propõe entender a política como uma composição de resistência, reivindicação e prefiguração, e nos mostra como, no entrelaçamento dessas três dimensões, os moradores da Mauá e os envolvidos com a ocupação equacionam política e vida por meio da luta.

 

 

"Política é indisssociável da vida para os moradores da Mauá"

Por Suely Kofes

 

 

Quando a própria autora diz na introdução de seu livro que seu principal argumento é evidenciar que “a política é indissociável da vida para os moradores da Mauá”, o que a sua prefaciadora ainda poderia dizer para qualificá-lo?

 

 

Talvez, sobre o que espera o leitor na leitura deste livro.

 

Inicialmente, o encontro com as reflexões de Stella. As reflexões que resultaram de suas indagações surgidas durante a sua pesquisa de iniciação científica sobre movimentos de luta pela moradia: sobre como um coletivo se forma, afirma-se/se reconhece ou não como tal; sobre racionalidade; sobre o que se considera como político, e que a levaram às leituras teóricas antes de iniciar a pesquisa da qual resultou este livro. Ao ler a apresentação de Stella (“Caminhos”), dei-me conta de como aquelas indagações anteriores se modificaram no final da escrita. Um concentrado da análise que a escrita revela é o que vemos neste belíssimo e instigante parágrafo:

 

“Esse entendimento da política me permitiu também perceber, já ao final do processo de escrita, um dos eixos desta etnografia: o de que não faz sentido uma distinção entre políticas de resistência, reivindicativas ou de prefiguração. Quer em maior ou menor grau, todos esses elementos – de resistência, de reivindicação e de prefiguração –, sugiro, compõem a política, de maneira mais ampla, ou a ação política, de maneira específica. Esse argumento também corrobora o principal argumento que este livro pretende evidenciar: que a política é indissociável da vida para os moradores da Mauá”.

 

 

 

 

 
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