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Home Arquitetura e Urbanismo
Vera Pallamin

arte_cultura_e_cidade

Arte, cultura e cidade: aspectos estético-políticos contemporâneos

Vera Maria Pallamin
16x23 cm, 199 páginas
Isbn: 978-85-391-0749-0

Os textos aqui reunidos tratam de relações contemporâneas entre cidade, cultura e arte, organizando-se em torno de três núcleos interligados: o primeiro diz respeito à relação entre o estético e o político; o segundo, à relação entre cidade, arquitetura, espaçopúblico e cultura urbana; e o terceiro, à arte urbana.

O eixo transversal articulador desses núcleos é trabalhado a partir da filosofia de Jacques Rancière. No interior deste eixo assenta-se a questão da emancipação, considerada como a verificação polêmica da igualdade, que leva a atos intermitentes deresistência, efetuados diante da lógica da desigualdade inerente ao vínculo social. Esta verificação é precária, descontínua e consiste na introdução de algo que é, ao mesmo tempo, próprio e impróprio a desafiar a ordem estabelecida.

 

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Esse livro, que resulta de um intenso percurso de leituras e de pesquisa, é uma reflexão sobre as relações entre cidade, arte e política. A autora toma como ângulo privilegiado de observação três fragmentos em que os vínculos e tensões entre arte e cidade podem ser ao mesmo tempo identificados e tensionados, abrindo os espaços e as brechas por onde se insinuam as dimensões políticas.

 

A metrópole paulista em seus fragmentos e em suas articulações vai ganhando  contornos, como sugere uma das imagens utilizadas no livro, por entre a névoa que nubla aqui e ali a possibilidade de apreensão e de leitura da cidade. Em cada parte do texto, a possibilidade de leitura do todo, em cada momento tensões, invenções e capturas, nos autores que oferecem as pistas de leitura, a pulsão crítica, a busca de novos ângulos e de novas perguntas: é possível pensar a política a partir da produção estética nesse oceano de indistinções que conforma a trama urbana contemporânea? Como cultura e arte urbana podem se conformar como práticas estéticas, como partilha do sensível para além do desencanto pós moderno?

 

O livro começa com um encontro marcado com J. Rancière, uma leitura e uma conversa onde se reencontra potência e alguma esperança e se desenrola tomando cenas e práticas estéticas e urbanas. A citação que fecha o primeiro capítulo é esse aceno que poderia bem ser a epígrafe de todo o livro. Vera Pallamin retomando Rancière nos lembra que é próprio da arte operar uma redivisão do espaço material

e simbólico. Nessa partilha, nessas fendas, a possibilidade do encontro entre arte, cultura,cidade e política.

 

Cibele Rizek


 
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