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Home Sociologia
Reinventando a cidade

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Reinventando a cidade : uma etnografia das lutas simbólicas entre coletivos culturais video-ativistas nas “periferias”
de São Paulo
Guilhermo André Aderaldo
Formato: 16x23 cm, 278 páginas
ISBN: 978-85-391-0840-4

 

"Guilhermo Aderaldo nos apresenta com rara lucidez o cenário dos coletivos culturais vídeo-ativistas paulistanos. Aprendemos com ele que as transformações sociais e políticas do Brasil passam pelas oportunidades de acesso às tecnologias comunicativas e pelo protagonismo criativo de populações historicamente marginalizadas. Para todos os interessados em compreender essas camadas menos visíveis da vida urbana contemporânea, minha recomendação: leiam este livro."

 

Karina Kuschnir

 

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É preciso compreender as peculiaridades dessas práticas densamente políticas, em busca de ampliação de espaços de ação e representação
Por Heitor Frúgoli Jr.

 

Os coletivos exigem uma reflexão detida sobre sua composição social e suas conexões com outras instituições, incluindo as universidades, já que os mesmos refletem um contexto mais abrangente assinalado por processos específicos de ascensão social através do ensino superior, por editais produzidos pelo estado e voltados a práticas culturais com certo escopo amparado, embora com contornos problemáticos, além dos desafios de um mercado promissor, não obstante incipiente e altamente competitivo, em meio a uma série de mudanças tecnológicas. Desenham-se arenas de luta no plano estético, na esfera associativa e nas próprias formas de apropriação e circulação pelo imenso tecido urbano de São Paulo.

Essa abordagem antropológica propicia um aprofundamento no conceito multifacetado de periferia, alvo de enfoques já consolidados nos estudos urbanos, mas cuja realidade extremamente dinâmica exige uma revisão constante dos parâmetros voltados a configurá-la analiticamente. Se a relativização recorrente de diversos contrapontos entre centro e periferia nos levam à indagação sobre a própria validade desses polos, a prática dos agentes aqui enfocados os repõem em seus próprios termos, estrategicamente renovados, com novas frentes de interpelação, que variam significativamente conforme a situação e interesses específicos em jogo. Trata-se, portanto, de compreender as peculiaridades dessas práticas densamente políticas, em busca de ampliação de espaços de ação e representação, mas também dotadas de certo pragmatismo.

O fim da tese que originou esse livro conflui temporalmente a um ciclo iniciado pelas já conhecidas jornadas de junho de 2013, ocasião em que uma série de coletivos ganhou visibilidade nas ruas de nossas metrópoles, em meio a uma multiplicação de demandas e conflitos, cujas ações se ramificam até o presente, sobretudo durante o conturbadíssimo ano de 2016, abrangendo um amplo gradiente de posições e adesões políticas. Pode-se assim dizer que a presente publicação auxilia na circunscrição analítica de práticas de coletivos que hoje proliferam nas cenas públicas, tema esse que tem tido continuidade nas próprias pesquisas desse antropólogo.

 
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