• banner_jair
  • banner_norma_telles_4
  • banner_gustavo_bernardo_2
  • banner_annablume_novo_endereco_2
Home Corpo, Sexualidades e Multidão
Economias da dança

economias_da_danca_joyce

Economias da dança
Joyce Barbosa
Formato: 14x21 cm, 154 páginas
ISBN: 978-85-391-0831-2

O que o termo “economia” vem produzindo, no âmbito da criatividade e da cultura, tem estabelecido novos nortes e cortes para a arte sob várias perspectivas, tanto no Brasil como no mundo. Porém poucos se detêm para compreender como essa terminologia, originária de uma outra área de conhecimento, encontra terreno fértil e abertura escancarada na área da dança.
Neste livro, Joyce Barbosa joga novas luzes sobre o campo onde essas ideias vêm ganhando força – universidades e centros de dança –, questionando as concepções e teorizações acerca de uma economia associada à dança, e de qual noção de economia se fala quando se pensa em dança.

 

Compre aqui

 

As questões econômicas sempre estiveram ligadas à produção artística
Por Edu O.


Este livro debruça-se sobre um assunto que demanda a atenção e o olhar cuidadoso que Joyce Barbosa demonstra ao longo de sua escrita. Embora apareçam de maneira mais constante nos debates culturais dos últimos anos, aqui no Brasil, é pertinente pensarmos que as questões econômicas sempre estiveram ligadas à produção artística, quer seja pela relação com os mecenas, pelos interesses religiosos e políticos, até chegarmos aos dias atuais com o entendimento ampliado sobre cultura e a implementação de políticas culturais que atendam às demandas da diversidade cultural brasileira e, neste caso em especial, da Dança. Nesse sentido, o plural no título Economias da Dança já nos traz pistas da conversa que a autora nos propõe, desde o início.

O que Joyce nos leva a pensar junto com ela é, justamente, a economia como um campo estendido que se vincula a todos os outros: político, cultural, social, etc. que, ao relacionar-se com as especificidades da Dança em sua cadeia produtiva, promove reflexões abrangentes não somente sobre a produção em Dança, mas também sobre público, mercado, desenvolvimento, mídia, riqueza e democracia.

Esta publicação nos convida a pensarmos enquanto artistas, produtores e público sobre o incômodo de aproximar-se a arte de algo considerado como antagônico de seus princípios como a economia. Quantas vezes não ouvimos artistas se orgulharem em dizer: Eu sou artista, não sei lidar com número, não sei dar preço para minha arte ou, ainda, minha arte não tem preço? Pois, você-artista deveria saber lidar com isso, sua arte merece ser valorada, você precisa começar a pensar a sua experiência em Dança com um olhar ampliado, pois sua criação depende das condições de produção, que por sua vez depende dos recursos para realizá-la, que para serem distribuídos precisam de políticas públicas eficazes. Não há mais possibilidade em continuarmos pensando cada elemento desses como instâncias isoladas.

 
^ Top ^