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Teatro multimidiático e jogo

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Ernesto Valença analisa aspectos do teatro multimidiático contemporâneo a partir de uma perspectiva ligada ao pensamento do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser. Conceitos utilizados ou criados pelo filósofo no âmbito de sua discussão sobre a tecnologia são apropriados como modo de leitura dos procedimentos e significados da relação teatro/tecnologia na cena teatral multimidiática.

 

Sendo o jogo noção central tanto à programação de aparelhos quanto ao próprio teatro, Valença argumenta que ele é também uma ponte de contato entre tais universos. Esta aproximação se manifesta de modo contundente especificamente no que é designado por “teatro multimídia” no livro: teatros que se utilizam de modo explícito e com maior ênfase de tecnologias, em especial aquelas ligadas às mídias audiovisuais.

 

Ernesto Gomes Valença, doutor em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG, é Professor Efetivo de Pedagogia do Teatro da Universidade Federal de Ouro Preto.

 

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Brilhante é também a proposta de Flusser de “jogar contra o programa”

Por Ernani Maletta

 

Faço questão de antecipar que vocês encontrarão um eixo discursivo muito bem construído, que contribui muito para que nós leitores acompanhemos o pensamento do autor. O primeiro sub-eixo, FICÇÕES, correspondente à primeira parte da obra – cujo foco são noções de presença, imagem, superficialidade e ficção – prepara o terreno para a discussão que virá depois, isto é, a filosofia de Vilém Flusser como uma forma de compreensãodo jogo teatral no universo das novas tecnologias.Assim, o segundo sub-eixo não poderia ter outro título senão JOGOS, conceito que Ernesto, ao descobri-lo como um dos fundamentos do pensamento de Flusser, utiliza brilhantemente para relacionar esse pensamento com o teatro, onde a ideia de jogo é reconhecidamente intrínseca. Brilhante também é sua proposta de “jogar contra o programa”, que o leitor compreenderá melhor oportunamente, e que, como o próprio autor nos diz, revela outra noção central do livro e que me é muito cara: LIBERDADE.

 

Duas outras escolhas que dão ainda mais precisão à dramaturgia de seu discurso merecem destaque: suas CONCLUSÕES PARCIAIS, presentes no decorrer do texto, que, como patamares reflexivos, oferecem-nos uma síntese crítico-analítica do que foi focalizado até então; suas ANÁLISES DE ESPETÁCULOS TEATRAIS, tendo como referências os conceitos discutivos, por meio das quais Ernesto – um pensador que também é um “fazedor” de arte – evidencia que o pensar e o fazer teatral não se distinguem – ou, pelo menos, não deveriam.

 
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