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Cidades inteligentes

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Cidades “inteligentes” e poéticas urbanas: imaginário: construir e habitar a terra
Artur Rozestraten (org.)
Formato: 16x23 cm, 295 páginas
ISBN: 978-85-391-0919-7

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Que contribuições trazem as Smart Cities, as ditas Cidades Inteligentes?
Por Artur Rozestraten

 


A adjetivação da cidade/pólis apresenta tanto um anseio positivo de aproximação quanto um desejo de negação e afastamento, expondo assim, simultaneamente o sim e o não do que pretende ser ou parecer. Isso fica evidente, por exemplo, na trajetória da cidade francesa de Firminy “lanoire” (Firminy a negra) – assim apelidada em razão da fuligem escura produzida pelas atividades de exploração de carvão mineral – pretendendo transformar-se em Firminy-Vert (Firminy Verde), no pós-segunda Guerra Mundial, a partir das intervenções do prefeito Eugène Claudius-Petit (1954) dentre as quais destaca-se a implantação do maior conjunto de edifícios projetados e construídos por Le Corbusier na Europa.


Tais reflexões suscitam algumas indagações:


Que poéticas e que transformações estão em curso nos imaginários e na produção do devir de nossas cidades?


Que mudanças estão em andamento e como podem ser percebidas e interpretadas hoje, a partir das experiências de São Paulo e de outras realidades urbanas como aquelas de Lyon na França?


Quais destas experiências são favoráveis e reinventam a natureza da pólis e quais são contrárias e cerceadoras desta mesma natureza?


Neste contexto, que contribuições trazem as Smart Cities, as ditas Cidades Inteligentes?


O que há neste nome que se planeja que esteja presente e sensível no cotidiano urbano e quais são seus enigmas, seus paradoxos e contradições, suas ambiguidades, suas restrições, ausências e alienações?

 

O propósito desta publicação é contribuir às reflexões epistemológicas, comparativas e críticas sobre o tema posicionando-o no campo poético-tecnológico dos imaginários com relação aos desafios do Construir e do Habitar a Terra hoje e em um futuro que se delineia a cada dia como mais presentificado, hegemônico, excludente e opressor.

 

Os textos que aqui se apresentam foram selecionados pelos participantes do I Colóquio Internacional “Imaginário: Construir e Habitar a Terra” (ICHT2016) – Cidades “Inteligentes” e Poéticas Urbanas dentre os 52 textos selecionados pelo Comitê Científico para o encontro realizado em março de 2016 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Esta seleção de textos abre uma série idealizada em parceria com a Annablume na linha editorial “Urbanidades: Imaginários e Interações” que pretende, gradualmente, divulgar a um público mais abrangente as investigações realizadas nas várias edições do ICHT, convidando assim os leitores a uma reflexão crítica sobre o futuro das cidades.

 

Afinal, que imaginários podem favorecer e revigorar a pólis no século XXI reconhecendo e estimulando sua natureza plural, heterogênea, complexa e conflituosa?

 
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