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Onde coisas e homens se encontram: cidade, arquitetura e subjetividade. 
Lúcia Leitão. 
Formato 16x23 cm, 174 páginas
ISBN 978-85-391-0648-6

Aldo Rossi refere-se à arquitetura como "a cena fixa das vicissitudes do homem, carregada de sentimentos de gerações, de acontecimentos públicos, de tragédias privadas [...]". Sob o olhar do consagrado arquiteto italiano, a arquitetura da cidade aparece como a manifestação concreta das ações que, embora geradas coletivamente, são individuais em sua essência. Afinal, sentimentos podem ser compartilhados socialmente, mas são vivenciados individualmente, do mesmo modo que acontecimentos públicos podem atingir a todos, mas tragédias privadas são eventos particularíssimos. 

É dessa relação de intimidade entre a vida individual e a existência social que Lúcia Leitão constrói sua reflexão sobre a arquitetura da cidade à luz de condicionantes próprios da subjetividade. 

Seria a cidade imprescindível do ponto de vista psíquico tanto quanto se tem mostrado do ponto de vista físico, material? De que natureza seria essa imprescindibilidade? A partir de que artimanha psíquica teria o espaço habitado se tornado imprescindível? E por quê? 
 
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