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Lucas C. Bulamah

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História de uma regra não escrita : a proscrição da homossexualiade masculina no movimento psicanalítico
Lucas Charafeddine Bulamah
Formato: 16x23 cm, 228 páginas
ISBN: 978-85-391-0809-1

Fundada em 1910, a Associação Psicanalítica Internacional(IPA) consagrou-se durante o século XX como a principal formadora de psicanalistas em escala global. Algo de fundamental da criação freudiana, porém, ficou de fora da institucionalização e da padronização psicanalítica, ausência que se apresentou pelo seu avesso: a normalização.
Nesta pesquisa histórica em arquivos e depoimentos, investigou-se a prática da proscrição da homossexualidade masculina como uma das formas com que a normalização foi posta em marcha durante o processo de consolidação da influência global da psicanálise.


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Daniel Kupermann:
Bons historiadores do movimento psicanalítico costumam colocar em xeque, com suas pesquisas, a certeza herdada de Freud de que as resistências à psicanálise viriam de fora, do campo da cultura e de suas produções, como as ciências e as religiões. Foi essa certeza, evidentemente paranoica, que permitiu com que Freud cometesse um dos seus grandes equívocos ao afirmar, em correspondência para Jung, que a psicanálise não faria concessões aos ideais sociais vigentes para se desenvolver; seria reconhecida por seus próprios méritos: A psicanálise “farà da se” (fará por si).

 

Em História de uma regra não escrita, Lucas Charafeddine Bulamah evidencia que não apenas o movimento psicanalítico, em sua pior versão, esteve alinhado com as dimensões mais conservadoras da moral burguesa, como ainda foi o responsável por resistências tenazes que, por pouco, não transformaram as instituições psicanalíticas em verdadeiras sociedades de proteção mútua contra o inconsciente e a sexualidade.

 

Ainda que Freud e o círculo vienense não considerasse a escolha homossexual um impedimento para quem desejasse se tornar psicanalista, prevaleceu, durante décadas, uma verdadeira “regra não escrita” que proscrevia aos homossexuais – ao menos os assumidos – o acesso à formação psicanalítica. Mas por que homossexuais não estariam habilitados a tornarem-se psicanalistas? Por um lado, aprendemos com Lucas Bulamah que a psicanálise nunca dispôs de uma boa teoria acerca da constituição subjetiva que nos auxiliasse a compreender a multiplicidade das formas de prazer e de gozo sexual que caracterizam o humano em sua necessária diversidade. Além disso, somos tentados a suspeitar que o laço homossexual ameaçaria o status quo que imperava nas instituições psicanalíticas, nas quais um pequeno baronato detinha o saber/poder – apoiado em uma manipulação subreptícia da transferência fora do setting – capaz de indicar o que seria legítimo ou ilegítimo em termos teórico-clínicos nos domínios da psicanálise.

 

 

 

 

 
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