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Operação urbana e lutas sociais

 

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Operação urbana e lutas sociais : um histórico da propriedade no Butantã e da reversão da operação urbana consorciada Vila Sônia
Marcio Rufino Silva
Formato: 16x23 cm, 340 páginas
ISBN: 978-85-391-0823-7

 

Como foi possível a Operação Urbana Consorciada Vila Sônia? Ou ainda, como nasceu o projeto e sob quais pressupostos teria sido montada essa arquitetura no campo da ação estatista em escala municipal? O instrumento urbanístico “operação urbana”, tal como se apresenta nos dias atuais, é condição e resultado de mais de duas décadas de experiências práticas e certos refinamentos teóricos. No caso da Vila Sônia, um elemento de ordenamento do espaço aproveitando as potencialidades postas pela implantação da Linha 4 Amarela do Metrô e seu correspondente atrativo ao mercado imobiliário na Zona Oeste da Cidade de São Paulo.

Mas essa política não seria acordada sem a necessária participação popular e a consideração das experiências anteriores. E foi justamente a ausência da participação popular a motivação central do processo judiciário levantado pelos movimentos de moradores do Butantã e pelo Ministério Público Estadual contra a Prefeitura Municipal de São Paulo, o que resultou no embargo do projeto.


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"Livro questiona as transformações do espaço, qualificado como espaço de fron­teira"

 

Por Amélia Luisa Damiani

 

Marcio Rufino Silva moveu um conhecimento amplo sobre a produção do espaço urbano, teórico e empiricamente efetivado, para realizar o presente texto. Não tratou a história da região do Butantã como um estudo de caso, uma monografia urbana e regional clássica. Operação urbana e lutas sociais questionou as transformações do espaço, qualificado como espaço de fron­teira; deste modo, este estudo ativou e atualizou a noção de situação geo­gráfica. Este fragmento do urbano hoje é fronteira estratégica e já o fora da colonização doutros tempos; à época, saída e entrada de produtos e ho­mens, através de caminhos que se consolidaram e se desdobraram ao longo do tempo. Conta, de outrora, o território urbano como passagem. Decifra­-se a implicação dos espaços sociais, esta historicidade complexa, detida es­pacialmente. Sim, os espaços além-Pinheiros (Rio Pinheiros) importaram e importam estrategicamente nos traslados mercantis.

 

De certa maneira, Vila Sônia e arredores, na região do Butantã, fronteira contemporânea, na estruturação da Operação Urbana Consorciada Vila Sônia (OUCVS) e seus desdobramentos, recuperam-se como centralidade, num outro jogo político e econômico: aquele das Operações Urbanas como acordos e institutos jurídicos a aquecer a economia urbana financeirizada em curso, na produção de um espaço abstrato, que renova e desvia, isto é, estende a noção das médias, como abstrações concretas da sociedade mo­derna; as médias que prevalecem como forma de instalação na economia de mercado, agora mercantilizando o espaço. Entre os novos institutos de realização da propriedade da terra urbana, o solo criado, sua conversão em outorga onerosa, desabsolutizam o solo, cindindo taticamente direito de propriedade e direito de construir, rentabilizando-o e adequando-o, de modo contraditório, às formas financeiras de realização da urbanização, que constituem a crise da cidade, do urbano.

 
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