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Home Arquitetura e Urbanismo
Mitos e transformações na metrópole

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Mitos e transformações na Metrópole: Nova York e cidades da América Latina
Tom Angotti
Formato: 16x23 cm, 102 páginas
ISBN: 978-85-391-0844-2

 

Os textos que compõem esta coletânea foram escritos em diferentes momentos e se referem a diversos temas. O leitor verá que o conhecimento teórico e o conhecimento empírico sobre a realidade não só de Nova York como de cidades do mundo todo, do capitalismo central ou periférico, são usados como instrumento de ação e proposição. Como ativista, a visão crítica de Tom Angotti está voltada à prática transformadora do aqui e agora.

 

THOMAS ANGOTTI é Professor de Planejamento Urbano no Hunter College da City University of New York e diretor do Center for Community Planning and Development do Hunter College.

 

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Antes de propor, é preciso desconstruir mitos frequentes do urbanismo
Por Erminia Maricato

Ao mesmo tempo que abriga as mais poderosas corporações imobiliárias do mundo, a cidade de Nova York é o palco onde atua um poderoso movimento de planos urbanos de bairros, chamados “community plans”. O autor dos textos reunidos nesta coletânea, Tom Angotti, é um dos urbanistas que mais contribuíram para esse movimento, que une planejadores e comunidades contra despejos, processo de gentrificação, agressões ambientais e megaintervenções urbanas excludentes.


A atuação de Tom Angotti, professor de planejamento urbano no Hunter College, umas das unidades da City University of New York, não se esgota em análises acadêmicas. Como um humanista militante, ele sempre busca dar um sentido prático para as lutas sociais que envolvem terra, moradia, mobilidade, alimentação, meio ambiente, desigualdade, racismo e participação comunitária. Invariavelmente essas lutas precisam enfrentar o capital imobiliário e, por extensão, sua simbiose com governos e parlamentos.


Os textos que compõem esta coletânea foram escritos em diferentes momentos e se referem a diversos temas. O leitor verá que o conhecimento teórico e o conhecimento empírico sobre a realidade não só de Nova York como de cidades do mundo todo, do capitalismo central ou periférico, são usados como instrumento de ação e proposição. Como ativista, a visão crítica de Tom Angotti está voltada à prática transformadora do aqui e agora.


Mas, antes de propor, é preciso desconstruir mitos frequentes do urbanismo, a começar pelos modelos urbanos que sustentam a dominação ideológica e cultural dos países centrais sobre os periféricos. Estes mitos reproduzem no planejamento das cidades o “orientalismo” que Edward Said analisa na arte e cultura. Ao se voltar para a realidade americana, Tom Angotti mostra a falácia do “planejamento sustentável” da cidade de Nova York, bem como dá dados da incrível desigualdade e injustiça presente na ocupação deste espaço metropolitano. Dentre as muitas revelações que constituem novidade para o público brasileiro (e talvez, também para o público americano), está o fato das moradias dos ricos receberem mais subsídios do que as moradias dos pobres. Todo o processo alimenta a riqueza do 1% da população que se beneficia da atuação de grandes seguradoras, bancos e megaempreendimentos imobiliários.

 
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